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Vitor Ramil foi o convidado do Ponteio do dia 09 de abril. - Foto: Divulgação
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Vitor Ramil, 60

Por Juliano Vieira

No último dia 7 de abril, Vitor Ramil entrou para a lista dos artistas sexagenários. Tirando o simbolismo da data e as lembranças que se fazem, um aniversário, talvez, não signifique muita coisa. Para Vitor menos ainda. Sua incrível capacidade de seguir produzindo (e se reinventado) são provas de que a idade nunca fui decisiva na vida desse gaúcho de Pelotas.

Quando garoto viu a música dar vida à sua casa. De sua família saíram músicos reconhecidos e afirmados, como os irmãos Kleiton e Kledir e o primo Pery Souza. Ainda adolescente começou a se arriscar com instrumentos musicais e a compor. Aos 18 já estava em estúdio gravando seu primeiro álbum. Poucos meses antes compôs “Estrela, estrela”, uma poesia intimista que dispensa apresentações e, por isso, caiu no gosto de grandes nomes da música brasileira.

Com 21 anos, voltou ao estúdio e deu vida “A paixão de V, segundo ele próprio”. Um disco maduro, vanguardista, arrojado e, que resumiria bem o que seria sua trajetória: uma mistura de ritmos, temas, reflexões próprias, amores e indagações. Neste disco nasceu Satolep. Uma palavra criada pelo próprio Vitor que inverteu o nome de Pelotas. Satolep é a Pelotas de Vitor (muito mais profunda e bela que a cidade original). E Vitor de tornou o Barão dessa cidade imaginária.

Embora não seja regionalista criou a “Estética do Frio”, em 1997. Álbum que completa 25 anos em 2022 e narra alguns causos gaúchos, mais uma vez misturando poesia e melodia. Para quem lhe perguntou, afirmou que o Rio Grande do Sul estava no centro (não do Brasil), mas de uma outra história. História essa que ele cantou com propriedade, pois, “Estética do Frio” é um primor. Uma aula de bom gosto sem um bairrismo latente.

Agora, na semana de seu aniversário, mais um vez, prova que segue com a sensibilidade e a delicadeza aflorada. Acaba de lançar “Avenida Angélica”, uma compilação de 17 poemas de Angélica Freitas, sua vizinha e conterrânea, apenas com voz e violão. Uma preciosidade.

Por essas e outras, cabe dizer que Vitor é um artista raro. Desses que cada vez que ouvimos descobrimos algo novo e notamos o quanto ele é diferenciado. E, para falar de seus 60 anos e de seu novo lançamento, Vitor concedeu uma entrevista exclusiva para o Ponteio.

Ouça CLICANDO AQUI. 

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